primeiro capitulo - Inesperado

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Anne

Já tem um bom tempo que o clima esta rigoroso, esse frio é ótimo para ficar na cama e só sair quando der fome mas infelizmente - ou felizmente em certos pontos - quanto mais você estuda mais coisas tem para estudar, um ciclo sem fim este. 
Olhei para as gotas de chuva que corriam desenfreadamente no vidro da janela e pensamentos veio a minha mente, quantas pessoas hoje estão se enfiando cada vez mais na escuridão, seres amargos cuja cara feia procura eliminar cada vestígio de felicidade que apareça em seu campo de visão, homens e mulheres pagãs, sem princípios, mundanas e desrespeitosos. Vivem reclamando por serem sozinhas e ignoradas, brigam por querer carinho sendo que não são capazes de olhar nos olhos de alguém e dizer-lhe uma palavra amiga, não abraça nem sorri para toda alma que apareça em sua vida pela divina vontade de Deus Pai. Humanos irracionais devo disser, nem animais são capazes de serem tão frios.
Nesse momento devem ter pessoas se matando, ou tentando se matar, se drogando, bebendo loucamente e agindo com os espíritos egoístas como a imoralidade sexual, impureza, ações indecentes, feitiçarias, inimizades, brigas, ciumeiras, raivas, ambições egoístas, desuniões, divisões, invejas, farras e tantas coisas parecidas com estas que eu nem sou capaz de descrever tanto sujeira que eu vejo deste mundo.
Deixei meus pesamento de lado e fui buscar algo para comer antes de tomar banho, peguei umas bolachas e comi acompanhadas de café puro. Assim que terminei fui para o banheiro e com a menor vontade fiz o que tinha de fazer para que ao menos parecesse uma mulher que vive de higienes a todo o momento. 
Trabalho em uma biblioteca dás 2 horas da tarde até as 6 horas, ás 7 horas da noite eu já estou na faculdade e saio 10 horas, quando eu finalmente chego em casa o tempo que me resta é para comer alguma coisa e dormir. Agora são 1h30 o que significa que eu estou meio atrasada levando em consideração o fato de que o tempo daqui até a biblioteca é de mais ou menos 20 minutos e eu ainda nem coloquei o uniforme do trabalho. 
Corri contra o tempo e logo eu estava la, time of read, nome estranho não posso negar. Uma biblioteca cuja frente é pintada de bege e cada borda - como as das janelas e a porta - de verde oliva, no interior do estabelecimento as paredes são brancas com fitas verde musgo separando a parede do telhado marrom claro. Havia la 20 estantes cheias de livro e três grandes mesas no centro, na porta havia um enfeite de metal que fazia com que toda vez que alguém entrasse um barulho ecoasse por toda a biblioteca e assim ficássemos cientes de que alguma pessoa entrou então pudêssemos atende-las. 
O cheiro de hortelã e livros tantos velhos como novos incendiavam o lugar e o barulho de paginas sendo viradas em algum momento era ouvido. 
Um trabalho sossegado que não exigia muito esforço, ótimo para mim. Junto comigo trabalhavam mais dois funcionários que se tornaram meus melhores amigos, John e Misty, John faz faculdade medicina e Misty engenharia. 
Não demorou muito e o barulho dos metais preencheu a sala e uma menina baixa e magra de cabelo liso e que cheirava a doce me perguntou se nós tínhamos um livro chamado " O encontro " e depois de pouco tempo procurando no documentos salvados no computador vi que tínhamos
- Esta na fileira 3 da segunda estante - disse e apontei para ela onde ficava 
Não demorou muito e ela já estava novamente a minha frente esperando eu preencher seus dados no computador para ela poder levar o livro, seu nome era Maggie e ela tinha 15 anos. 

Esse foi o ocorrido mais emocionante do dia, o resto do meu período de trabalho fiquei sentada observando as pessoas entrarem e saírem lendo os livros ali mesmo na biblioteca. Já era 6 horas, dei tchau para John e Misty, que saem meia hora mais tarde que eu e fui até o estacionamento pegar o carro. Quando estava la e olhei para a pessoa que possivelmente me atenderia vi Maggie sentada em uma cadeira giratória lendo o livro que tinha pegado da biblioteca. Ignorei sua presença já que não estava com muito tempo e fui pegar o carro eu mesma.
No caminho até minha casa em um dos sinas vermelhos um homem chegou na janela do carro e me pediu dinheiro, revirei minha bolsa até finalmente achar 2 dólares e lhe entregar. Assim que cheguei em casa acendi a luz da sala e fui para o quarto me trocar.
Comi macarrão instantâneo, escovei meus dentes e fui direto para a faculdade. Chegando lá entrei na sala e já estava tendo aula então tive de pedir licença e com uma certa suplica na voz pedi para que eu pudesse assistir a aula partir dali, sorte minha que era a professora Molly. 
Foram três horas seguidas com a mesma professora passando um vídeo sobre comportamento humano o que fez a aula passar rápido. Mais uma vez cheguei em casa acendi a luz da sala e fui para o quarto, só que dessa vez coloquei meu pijama e rapidamente fui dormir, sem comer ou tomar banho. 
Acordei 8 horas da manha, tomei banho, bebi suco artificial de laranja, escovei meus dentes e me vesti com um vestido bege decorado com algumas flores azuis. Era sábado e eu não trabalho em dias de sábado.
Fui para a locadora do senhor McWanny a fim de achar alguns filmes para passar o dia sem fazer nada, cheguei la a Line McWanny, filha mais nova de William McWanny que trabalha la no finais de semana com o proposito de juntar dinheiro para comprar um carro, estava dormindo então apenas continuei andando a procura dos filmes. 
Quando estava começando minha busca ouvi uma voz diferente tentando acordar Line, não era William, a pessoa dizia algo como " - acorde! eu vim aqui para alugar algum filme e quem deveria me ajudar esta dormindo ". Olhei para ele que olhou para mim no mesmo instante e perguntou-me 
- Você trabalha aqui? 
- Não - apos responder dei um leve sorriso por educação e voltei minha atenção para os filmes
Ele andou até próximo de mim e começou a procurar na mesma prateleira que eu 
- Qual seu nome? - perguntou depois de um tempo
- Anne, e o seu? - perguntei olhando para ele 
- Você não sabe quem sou? 
Fiz sinal que não


                                                      


Gostaram? Na resenha não teve muitos comentários nem visualizações, espero que agora tenha mais. Desculpa qualquer erro meu, demorei um bom tempo para escrever esse capitulo, espero que gostem. 
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resenha - inesperado

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Resenha de " Inesperado "



Por tantos lugares andam as belas mulheres sem seus homens.
Quando eu digo belas mulheres eu estou falando daquelas que sozinhas em casa são mais bonitas que qualquer modelo, que sorriem por bobeira, comem o que querem, vivem cada face da vida a sua própria maneira, aquelas que tem o quarto bagunçado e por mais incrível que pareca sabem onde estão as coisas que realmente necessita, leem livros e sobre o barulho da chuva planejam coisas que talvez nunca aconteçam. Joias preciosas essas.
Tão pensativas, guardam tantos segredos e carências dentro de si e continuam lá a espera de quem abraçar e contar-lhe tudo o que guarda por tempos.
E quando essa pessoa finalmente chega é como um evento inesperado, algo que não se planeja e nem tem o que pensar ou fazer, o que poderia pensar? É ele? mas e se ele não existir?
Aquele amor de seus sonhos, aquela pessoa que te abraça e diz que vai ficar tudo bem e aquele beijo único e esperado. Aquela paixão, tão desejada.
É preciso ter cuidado e saber olhar com atenção as pessoas que Deus coloca em sua vida ou se não você sera incapaz de pega-las.


Esteja atenta aos pequenos detalhes. 12 comentários